Como Renegociar Dívida Bancária de Empresa: Contratos e Capital de Giro

Como Renegociar Dívida Bancária de Empresa

Para renegociar dívida bancária de empresa, é necessário fazer uma análise técnica dos contratos empresariais, tanto dos antigos, quanto dos atuais, porque é neles que taxas abusivas ou juros muito acima da média podem estar ocultos.

Essa possibilidade existe porque muitos contratos de capital de giro e cheque especial aplicam o anatocismo (juros sobre juros), o que coloca o empresário em desvantagem e risco de falência

Mas vale ressaltar que, o Artigo 39, V, do Código de Defesa do Consumidor proíbe que os bancos apliquem vantagens excessivas, permitindo assim a revisão de contratos de todos os tiopo, a fim de reduzir as dívidas bancárias.

Como renegociar dívida empresarial com o banco?

Para renegociar dívidas empresariais com o banco, o primeiro passo é não aceitar, de imediato, propostas de “unificação de dívidas”.

Em muitos casos, essa modalidade apenas incorpora encargos antigos e aplica juros ainda mais elevados, aumentando o custo final da operação.

Portanto, antes de qualquer assinar um acordo direto com o banco, é fundamental analisar se a instituição está cobrando taxas superiores à média praticada pelo mercado.

No entanto, quando detectado que há abusividades no contrato, a empresa pode buscar a revisão do contrato imediatamente para que o advogado entre com uma Ação Revisional.

E caso a instituição financeira se recuse a reduzir encargos excessivos ou renegociar condições de forma equilibrada, é possível ingressar judicialmente para discutir cláusulas abusivas, juros excessivos e demais irregularidades contratuais.

Outro ponto relevante é a chamada Prorrogação de Dívida, que obriga o banco a alongar prazos e readequar o pagamento da dívida empresarial.

O advogado Dr. João Marques (OAB/SP 293.828) é especialista dívidas bancárias, prorrogação de dívidas e ação revisional.

Fale diretamente com o advofado para mais detalhes sobre o seu caso.

Banco pode bloquear conta de pessoa jurídica?

Sim, o banco pode penhorar conta de pessoa jurídica, além de bens dos sócios por causa do endividamento, no entanto há limites legais.

Na verdade, o bloqueio via sistema SISBAJUD ocorre quando a dívida já está em fase de execução judicial, e a penhora não pode inviabilizar a continuidade da empresa.

Isso porque, o Artigo 833 do Código de Processo Civil e princípios de preservação da empresa protegem valores destinados ao pagamento de salários e tributos essenciais.

Segundo o Artigo 833 do Código de Processo Civil dispõe:

Como reduzir juros de empréstimo empresarial?

Para reduzir os juros de um empréstimo que a empresa fez, é preciso identificar ilegalidades no contrato original.

Os pontos principais são:

Ponto de Atenção Explicação
Capitalização Mensal de Juros Embora permitida pela legislação, a capitalização mensal de juros deve estar expressamente prevista no contrato de forma clara e objetiva. Caso essa previsão não exista ou esteja redigida de maneira confusa, o banco pode ser obrigado judicialmente a aplicar juros simples, reduzindo significativamente o valor da dívida.
Taxas Administrativas Ocultas Tarifas como TAC (Tarifa de Abertura de Crédito), seguros embutidos e outros serviços contratados sem transparência podem configurar cobrança abusiva ou venda casada. Esses valores podem ser questionados judicialmente para reduzir o saldo devedor final do contrato.

Liminar para suspender cobrança bancária empresa

Em situações críticas, onde as cobranças passam a ser ‘ameaças’, para tomar bens essenciais (maquinário, veículos), é possível pleitear uma liminar.

O advogado pode entrar com uma liminar provisória para:

  • Suspender os efeitos da mora (impedir a inclusão no SERASA/CADIN);
  • Manter a posse de bens essenciais à atividade produtiva;
  • Interromper descontos automáticos em conta corrente que comprometam a folha de pagamento.

Advogado especialista em Direito Bancário Empresarial

A complexidade das normas do Banco Central e as constantes atualizações da jurisprudência do STJ exigem uma atuação técnica.

Um erro na estratégia de defesa pode resultar no bloqueio de contas no momento mais crítico da empresa.

O escritório MS Advogados atua especificamente na blindagem de empresas contra abusos bancários.

Nossa equipe realiza a análise minuciosa de contratos de capital de giro, conta garantida e financiamentos, buscando não apenas o acordo, mas a justiça financeira para o seu negócio.

Se a sua empresa precisa de uma defesa jurídica estratégica para lidar com o banco, estamos prontos para atuar.

FAQ – como renegociar dívida bancária

Qual é a melhor época do ano para renegociar uma dívida direto com o banco?

Os melhores momentos são nos feirões oficiais (como o Feirão Limpa Nome da Serasa) ou no encerramento de trimestres financeiros, quando as agências têm metas agressivas para recuperar o crédito e oferecem descontos de até 90%.

Posso renegociar minha dívida diretamente pelo aplicativo do banco?

Pode, mas não é recomendado para valores altos. Os aplicativos oferecem propostas automáticas e padronizadas que costumam embutir novos juros sobre os juros antigos, tornando a dívida ainda maior a longo prazo.

O que é a portabilidade de crédito e como ela ajuda na renegociação?

A portabilidade permite transferir sua dívida de um banco para outro que ofereça taxas de juros menores. Essa é uma excelente ferramenta de barganha para forçar o seu banco atual a cobrir a oferta e reduzir as parcelas.

O banco pode exigir um valor de entrada para fechar um acordo de renegociação?

O banco costuma solicitar uma entrada para validar o acordo, mas o valor é totalmente negociável. Você não deve aceitar uma entrada ou parcelas que comprometam mais de 30% da sua renda mensal.

O que acontece se eu fizer um acordo de renegociação e não conseguir pagar?

O acordo anterior é cancelado, a folha de descontos é anulada e o banco passa a cobrar a dívida com base no valor total atualizado (geralmente muito maior). Só assine uma renegociação se os valores couberem perfeitamente no seu bolso.

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João Marques | OAB/SP 293.828

Advogado Especialista em Direito Bancário graduado pela Fadi, pós-graduado pela EPM (Escola Paulista da Magistratura) e possui MBA em Gestão e Business Law pela FGV-RIO.

João Marques é advogado especialista em Direito Bancário, com foco em defesa de pessoas e empresas que precisam de soluções em renegociação de dívidas e fraudes financeiras. Soma mais de 15 anos de atuação estratégica no setor.

Após atuar como Diretor Jurídico e vivenciar os bastidores das empresas, fundou em 2014 a Marques Silva Sociedade de Advogados. Sua missão é humanizar o atendimento jurídico, combatendo abusos bancários para devolver o equilíbrio financeiro aos seus clientes. Além da advocacia, compartilha orientações práticas em suas redes sociais e prioriza uma cultura de excelência e empatia para funcionários e parceiros.

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